Se eu pudesse escrevia um livro!
Há 12 anos
Cheguei há um bocadinho… Hoje foi o último dia. Por incrível que pareça vou ter saudade. É estranho, eu sei. Mas, na verdade, estou com uma cara de lua cheia, de sorriso estampado, tal qual um smile, não amarelo, porque acabei mais uma etapa, a concretização de um objectivo. Para alguns isto será apenas uma tolice, mas para mim é importante: voltei a conduzir. Já tenho carta há muito tempo mas porque embirrei que não gostava de conduzir, nem carros, nem o diabo a quatro com mudanças e afins, fui progressivamente abandonando o pópó. Fiz mal, mas fiz. A partir de certa altura fui conduzida e os trabalhos que arranjava eram, felizmente, sempre perto de casa. Se havia autocarros e comboios para que me havia de preocupar…Infelizmente, a sacana da vida prega-nos rasteiras e de um momento para o outro, agarra! que lá vai o castelo de cartas…
Hoje tive um sonho muito estranho. Alguns dos meus colegas de profissão, com que eu falava e trocava ideias não eram eles, aliás, eram eles mas fisicamente transformados em actores de filmes, novelas e havia, ainda, elementos de antigas boys bands... Alguns dos "nossos dinossauros" haviam sofrido uma mudança, passando um deles a ter o aspecto do Sean Connery … Transformações para todos os gostos, estava lá o CC, um tipo dos D’Arrasar (mas como eu fui sonhar uma coisa destas!?!?), o Nuno Melo e o Diogo Infante entre outros … Havia ainda as louras, as das novelas brasileiras, que eu nem sei o nome, mas que eram pessoas do meio... Estávamos num repasto, em local ainda mais estranho, com algumas semelhanças a uma obra, muita terra, algumas gruas ao longe… As luzes eram proporcionadas por latas com cavacas a arder… Falávamos em trabalhos que fazíamos em guetos (visão hollywood puro!!) onde encontrávamos peças importantes e a malta mais nova tinha aderido à moda de apenas uma luva (Michael Jackson??)…
Não sou a maior fã de Marta Crawford, nem perco o meu tempo a ver os seus programas televisivos ou a ler o que escreve. No entanto, há dias este pequeno texto de sua autoria acabou por vir ter às minhas mãos. Talvez o título me tenha chamado a atenção ou a falta do que fazer me tenha impelido a ler. E gostei e tem toda a razão, Sra. Doutora. Quem nunca sentiu isso, que atire a primeira pedra (ou devo dizer dê o primeiro beijo?)
O fim-de-semana foi de viagem, no espaço e no tempo, de sabores e aromas, entre bobos e senhores, cavaleiros e pedintes … E havia as bruxas e o caldeirão a fumegar. E a tenda dos morcegos que voavam seguindo a brisa que mal se notava… O ritual de tirar a pedra e ouvir a leitura… Uma pequena pedrita com uma Lua! Como não podia deixar de ser, a Lua, sempre a Lua! A Bruxa disse que um problema do passado tinha que ser resolvido para me libertar a mim e a quem está comigo… Não consegui deixar de esboçar um sorriso, pois “não negues à partida uma ciência que desconheces”. E como eu gosto muito destas ciências, acho que para a próxima edição, armo lá a barraca, visto-me de preto, queimo incenso, daquele que não me faz espirrar, levo o meu baralho e está feito… mas enquanto isso não acontece, continuo a ter como fundo a Lua, sempre a Lua! :)
A Vaca na Lua recebeu mais um chocalho! Iupiii! Este veio directamente do
Hoje tive um sonho. Não foi um sonho normal, foi contigo. E eu estava feliz, tu também. Matámos as saudades que na realidade nunca existiram, mas que importância tem isso? Era um sonho e eu sentia-me bem, estava em paz. Voltava a acreditar. Quase que sentia que estavas ali, ouvia-te falar e rir, todos os teus pequenos gestos estavam presentes. Aqueles pequenos gestos que ninguém repara mas que sei de cor e aquele olhar…