terça-feira, 11 de agosto de 2009

Beijo

Não sou a maior fã de Marta Crawford, nem perco o meu tempo a ver os seus programas televisivos ou a ler o que escreve. No entanto, há dias este pequeno texto de sua autoria acabou por vir ter às minhas mãos. Talvez o título me tenha chamado a atenção ou a falta do que fazer me tenha impelido a ler. E gostei e tem toda a razão, Sra. Doutora. Quem nunca sentiu isso, que atire a primeira pedra (ou devo dizer dê o primeiro beijo?)
Na verdade um beijo é sempre um beijo, o primeiro e depois os outros. Aqueles trocados às escondidas, fugazmente, os descontrolados de adolescentes borbulhentos…e os saborosos, os molhados e lambuzados. Os que passam a ter, sabe-se lá como, controlo sobre o resto do corpo e daí ao …E lá vão mais uns beijos… E como nem só de primaveras vivem os beijos, há os outros de bons dias rápidos, adeus ainda mais rápidos, os de não me apetece falar, os de tenho que trabalhar, os de tédio de mais um dia…
E como eu estava a dizer, um texto interessante este de Marta Crawford, retirado de aqui :


O BEJIO nasce da necessidade de duas bocas se unirem, duas almas se quererem, desejarem, gostarem. Mas nem todas a bocas se unem da mesma forma, com a mesma intensidade, com a mesma vontade. Muitos casais deixam de se beijar... um acto íntimo que se vai perdendo nos enredos do quotidiano. Opta-se por beijos mais higiénicos, mais rápidos, mais fugazes, menos envolventes... beija-se sem grande interesse e por vezes até se foge do beijo. Muitos envolvem-se sexualmente com maior facilidade do que trocam um beijo profundo. Casais que fazem sexo, mas que as bocas não se juntam, não se desejam, não se querem aproximar, como se temessem que o beijo pudesse revelar o verdadeiro sentimento que ainda os mantém. Se o beijo é o espelho da alma que reflecte o que se sente pelo outro, existem muitos casais que preferem evitar esse confronto, essa prova, preferindo ir vivendo um dia de cada vez como se nada fosse, como se tudo estivesse bem. Quando se deixa de gostar de alguém da forma como originalmente se gostava, evitam-se beijos profundos, beijos intensos, beijos de língua, beijos que possam fazer estremecer a alma. Mas mesmo que se deixe de gostar de alguém, existe sempre a esperança em cada indivíduo, de voltar a reencontrar uma "alma gémea" e uma "boca gémea" à qual seja possível fundir os lábios num beijo intenso, profundo e insaciável...e quando se encontra uma boca assim, é um pecado deixá-la fugir - o melhor será agarrá-la com unhas e dentes.

7 comentários:

*C* disse...

Gostei. :)

João disse...

«O som de um beijo não é tão elevado como o do canhão, mas o seu eco perdura por muito mais tempo.» - Oliver Wendell Holmes

Isabel Rodrigues disse...

O beijo é o barómetro da relação.

Patrícia disse...

Bonito texto :)

Mariana (criatura pequena) disse...

K nojo...
Só pensas nisso.

Nanes! disse...

Adorei o texto ^^

bjinhos

João disse...

Não há coincidencias. Falámos do mesmo nos nossos blogues.

Beijo,