quarta-feira, 9 de março de 2011

Não que estivesse triste, só não sentia mais nada

É simplesmente estranho falar com alguém que já fez parte do meu mundo, tantos anos, tantos acontecimentos e sentimentos a dois e não sentir absolutamente nada. Uma conversa sem conteúdo, mais uma assinatura num papel, mais uma questão, mais um elo quebrado. Da vida, já tão passada em termos de tempo, surge apenas uma burocracia. Resolvida e ponto final. Intercalaram-se os silêncios constrangedores com perguntas banais, evitando o pessoal. As despedidas sem demora e um vai dando notícias suspenso no ar. Já não dói, já não entristece, já é indiferente.


"Não que estivesse triste, só não sentia mais nada."
Caio Fernando Abreu

4 comentários:

*C*inderela disse...

são situações constrangedoras.

bjokas*

Plim disse...

E não é assim que nos fazemos pessoas maius fortes?
Um beijo

Vaca Malhada disse...

Olá,

Quebrando um hábito meu, que é de nunca comentar quando o post é demasiado sério e pessoal, parece-me que a indiferença perante outrem, que já tenha estado muito perto de nós, deixa-nos sempre um bocadinho tristes. Porque revela que desistimos totalmente dessa pessoa, o que é em si muito triste. Diria até que é quase uma tristeza pelo outro.


Abraço de colega

Xaninha disse...

hhhmmm...
nada me apraz dizer, a não ser dar um abracinho, daqueles bem ternurentos cheios de conforto*

beijinho`*